O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (2) que encerrou a investigação comercial contra o Brasil iniciada em julho de 2025, concluindo que uma série de práticas brasileiras estaria “onerando” ou “restringindo” o comércio norte-americano.

Com base no relatório, as autoridades dos EUA propuseram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. Entre os pontos citados pela investigação estão o funcionamento do PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e alegadas falhas na aplicação de leis anticorrupção.

No entanto, a medida prevê uma lista de exceções. O documento isenta da tarifa alguns grupos de produtos, incluindo materiais informativos, doações e uma lista específica de mercadorias. Entre elas estão determinadas categorias de carnes, frutas, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas medicinais e industriais, além de palhas e forragens.

Também ficaram de fora da proposta aeronaves e peças aeronáuticas brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, medicamentos e fertilizantes.

A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, após determinação do presidente Donald Trump. O processo foi conduzido com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos EUA para apurar práticas comerciais consideradas desleais.

Segundo o governo norte-americano, o prazo legal para a adoção de eventuais medidas corretivas termina em 15 de julho de 2026.