A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) aprovou nesta terça-feira (28) o uso do CarriCea T1, um porta-enxerto de citros desenvolvido para ajudar no controle do greening dos citros.

A tecnologia atua por meio da edição dos genes já existentes da planta, sem a introdução de material genético externo. O objetivo é reduzir a interação entre a árvore e a bactéria causadora da doença, limitando a infecção.

Com isso, os produtores podem diminuir a dependência de aplicações químicas no manejo da cultura.

Segundo o administrador da EPA, Lee Zeldin, a aprovação representa um avanço para o setor agrícola.

“Um suprimento alimentar seguro e abundante mantém os americanos saudáveis e impulsiona o crescimento econômico. É por isso que estamos usando ciência de ponta para colocar ferramentas seguras e inovadoras nas mãos de nossos agricultores”, afirmou Zeldin.

“O CarriCea T1 ajuda a proteger os citros americanos, apoia um suprimento alimentar nutritivo e permite que os produtores dependam menos da aplicação de pesticidas convencionais”, completa o executivo.

A EPA informou que realizou avaliação de segurança dentro do marco regulatório para protetores incorporados em plantas, incluindo análise de resíduos e produtos de degradação.

Segundo a agência, as frutas produzidas com o novo porta-enxerto devem ser indistinguíveis das cultivadas por métodos tradicionais.