O número de bovinos confinados nos Estados Unidos totalizou 11,68 milhões de cabeças em 1º de junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e analisados pela DATAGRO Pecuária.
O resultado reflete o aumento dos estoques nos confinamentos, impulsionado principalmente pelo baixo volume de animais comercializados para abate. Em maio, as vendas de bovinos terminados somaram 1,55 milhão de cabeças, nível próximo das mínimas observadas em 2014, quando foram registradas 1,51 milhão de cabeças.
“Essa restrição segue limitando a oferta no país, o que mantém as margens apertadas para a indústria local”, avalia a DATAGRO.
As entradas de animais de reposição nos confinamentos também permaneceram enfraquecidas. Em maio, foram registradas 1,70 milhão de cabeças, volume 10,1% inferior ao observado no mesmo período de 2025 e 12,4% abaixo da média dos últimos cinco anos.
Segundo a consultoria, a oferta restrita de animais e a lenta recomposição do rebanho norte-americano continuam limitando o fluxo de reposição para os confinamentos, mantendo os números em patamares historicamente reduzidos.
Outro fator que contribui para esse cenário é a manutenção das restrições à importação de bovinos oriundos do México. O governo norte-americano segue com a fronteira fechada para a entrada de animais magros após os registros da mosca-varejeira-do-novo-mundo (NWS) nos estados do Texas e do Novo México.
“Nesse momento, a manutenção do fechamento da fronteira com o México após os casos de NWS no Texas e Novo México reduz a possibilidade de reabertura do trânsito de animais magros ao país”, completa a consultoria.