Os Estados Unidos reabriram, oficialmente, nesta segunda-feira (24), a fronteira com o México para importação de gado vivo. A reabertura havia sido anunciada no final de julho, após o governo mexicano aderir ao Plano de Ação Conjunta, estabelecido pelo Departamento de Agricultura do país norte-americano (USDA).

A retomada das importações será feita de modo gradual, começando pelo porto de Douglas, no Arizona. Posteriormente, os portos de Santa Teresa e Columbus, no Novo México, também serão reabertos, num prazo de 30 e 60 dias, respectivamente.

“Não planejamos abrir nenhum porto no Texas tão cedo”, afirmou a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, em entrevista coletiva concedida ontem.

Segundo a Confederação Nacional de Organizações Pecuárias (CNOG) do México, a reabertura começará com exportações de 700 cabeças de gado por dia durante a primeira semana, aumentando para 900 por dia na segunda semana e subindo gradualmente para cerca de 1.300 por dia.

A fronteira entre os dois países foi fechada em maio de 2025 em virtude do aumento dos casos de mosca-varejeira-do-novo-mundo (NWS) no país latino.

A decisão contribuiu para o agravamento da crise interna de oferta de gado que os Estados Unidos vêm enfrentando, com o rebanho bovino, nesse período, recuando para o menor patamar em 75 anos.

Ainda de acordo com Rollins, o USDA considera ter tomado todas as medidas para proteger o rebanho e o consumidor norte-americano. “Portanto, agora podemos começar lentamente a reabrir os portos”, afirmou.

Nos últimos meses, diversas instalações de dispersão aérea de moscas estéreis foram construídas tanto em território mexicano quanto americano. A doença chegou aos EUA no dia 3 de junho, após mais de seis décadas sem nenhuma detecção.

Desde então, outros 45 casos foram registrados no território norte-americano, sendo apenas um no Novo México e o restante no Texas. A incidência, no entanto, vem caindo drasticamente, com apenas dois focos identificados em agosto, contra 14 em julho e 30 em junho.

A mosca-varejeira-do-novo-mundo é considerada uma das pragas mais prejudiciais à pecuária, pois suas larvas se alimentam de tecido vivo, provocando feridas graves, perda de desempenho dos animais e prejuízos econômicos ao setor.