Os Estados Unidos anunciarão a proibição, por um período de um ano, das exportações de minerais críticos usados, como a massa negra — material obtido da reciclagem de baterias — e de resíduos e sucata de tungstênio.
A medida é voltada ao fortalecimento das cadeias de suprimento estratégicas e à redução da dependência de minerais processados pela China. A informação foi divulgada pelo Financial Times.
Segundo o Departamento de Indústria e Segurança dos EUA, as novas regras obrigam que esses materiais sejam comercializados exclusivamente com compradores norte-americanos, salvo em casos de autorização ou exceção.
A restrição entra em vigor ainda neste mês e atende a uma determinação do presidente Donald Trump para ampliar a segurança no abastecimento de minerais considerados essenciais para a defesa nacional.
O tungstênio, utilizado na fabricação de munições e equipamentos militares, tem registrado forte valorização em 2026 devido ao aumento da demanda global, impulsionado pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, além das restrições impostas pela China às exportações do metal.
Atualmente, os Estados Unidos não possuem minas de tungstênio em operação e dependem, em parte, do processamento de sucata para atender ao mercado interno.
A medida também atinge a massa negra, resíduo da reciclagem de baterias que contém metais como lítio, cobalto, níquel, manganês e grafite – a maior parte desses materiais é enviada atualmente para reciclagem e reaproveitamento na Ásia.
Segundo o Financial Times, a iniciativa acompanha movimentos semelhantes adotados por outras economias, como a União Europeia, que também restringirá, a partir de novembro, as exportações de massa negra para países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).