Em agosto de 2014, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, firmou acordo de delação premiada, dando início a uma série de revelações que sustentaram a Operação Lava Jato. Passados 12 anos do início das investigações que sacudiram a política, o país se vê diante de mais uma “delação do fim do mundo”. O nível de informações que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem a revelar tem potencial mais devastador que os estragos políticos causados pela Lava Jato por envolver, pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal, o que torna tudo mais complicado. Pressentindo o pior, coube ao decano da Corte, Gilmar Mendes, fazer ontem um discurso emotivo em defesa do colega Alexandre de Moraes. É cedo para dizer o que Vorcaro vai entregar além do que a Polícia Federal já sabe, qual será o escopo da delação, quem participou da maior fraude bancária da história do país e quem sairá ileso desse processo, mesmo porque o que assinou, até agora, é um termo de confidencialidade, primeiro passo para delação. A única coisa certa é que, assim como em 2014, o caso Banco Master será tema nas eleições gerais e o STF não passará incólume.
Equipe BAF – Direto de Brasília
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