A citricultura gaúcha deve manter em 2026 um cenário de estabilidade produtiva e boas perspectivas de qualidade, impulsionada por condições climáticas favoráveis e pelo manejo técnico adotado pelos produtores. A avaliação é do extensionista rural e coordenador estadual de Fruticultura da Emater/RS-Ascar, Felipe Pereira Dias, que aponta um ano dentro da normalidade, tanto em produtividade quanto no desenvolvimento dos pomares de laranja, bergamota e limão.
De acordo com Dias, o ciclo atual foi beneficiado por um inverno e um verão considerados “de qualidade”, com chuvas regulares e condições adequadas ao desenvolvimento das plantas. Esse equilíbrio climático refletiu na florada dos pomares. “Tivemos uma florada muito boa nas principais regiões produtoras, como a de Lajeado, para a bergamota, e a região do Alto Uruguai, para a laranja. Isso mostra que as plantas responderam bem às condições climáticas e entraram em equilíbrio fenológico”, explica. Esse comportamento indica uma tendência de manutenção da produção em níveis semelhantes aos do ano passado, com possibilidade de leve recuperação dos cultivos de laranja.
No caso da bergamota, a expectativa gira em torno da média histórica, com produtividade próxima de 17 toneladas por hectare. A colheita já começou, com cerca de 5% da produção sendo retirada dos pomares, especialmente das variedades mais precoces, como Satsuma e Okitsu, sem sementes, e também das variedades Caí e Ponkan, passando pela tradicional Montenegrina e culminando, em novembro, com a colheita da variedade Murcott, finalizando a safra das bergamotas. Já a laranja que iniciou o processo de colheita, tem perspectiva de um volume superior ao registrado no ano anterior, que foi de 20 toneladas por hectare, embora ainda dentro de um padrão considerado normal. O limão, por sua vez, também mantém regularidade, com médias entre 16 e 17 toneladas por hectare.