Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quarta-feira (12) o relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto, o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.

Os últimos três documentos já haviam trazido as primeiras estimativas para a nova safra, mas foram feitas apenas com base em cálculos que utilizaram o relatório de área plantada – divulgado em 30 de junho – e uma média da produtividade dos últimos anos.

Soja

O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão colher 122,99 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, aumento anual de 6% ante as 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e o maior volume da série histórica. A projeção anterior era de 121,79 mi de t, que já superava a safra 2021/22 (121,50 milhões de toneladas), até então recorde.

Os estoques dos EUA, por outro lado, devem cair de 8,85 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 (dado revisado de 8,98 mi de t) para 8,71 milhões de toneladas ao término de 2026/27, número que foi revisado de 8,44 mi de t do relatório de julho.

A nível global, a produção de soja deve subir de 429,46 milhões de toneladas na safra velha para 442,25 milhões de toneladas na nova. O relatório anterior trazia projeção de 441,70 milhões de toneladas para o ciclo 2026/27.

Os estoques globais de soja estão projetados em 124,21 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (aumento de 400 mil toneladas), ante 125,12 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 125,33 milhões de toneladas no relatório anterior).

Produção de soja Brasil e Argentina

No que se refere à safra 2025/26 de soja, o USDA elevou a projeção para a produção brasileira em 500 mil toneladas, para 180,5 milhões de toneladas, mas reduziu a da Argentina em 500 mil toneladas, para 49,5 milhões de toneladas.

Para 2026/27, o órgão segue estimando as produções dos dois países em 186 e 50 milhões de toneladas, respectivamente.

Milho

O USDA elevou marginalmente sua estimativa para a safra 2026/27 de milho dos EUA de 406,42 para 406,75 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.

Os estoques de milho dos EUA devem cair de 49,40 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 para 41,98 milhões de toneladas ao término de 2026/27 (dados revisados de 51,31 e 45,46 mi de t, respectivamente).

A nível global, o USDA espera que a produção de milho recue de 1,330 bilhão de toneladas na safra velha para 1,299 bilhão de toneladas na nova. Os números foram revisados de 1,327 e 1,297 bilhão de toneladas, nesta ordem.

Os estoques globais de milho estão projetados em 274,66 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (dado revisado de 275,26 mi de t), ante 298,83 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 298,67 milhões de toneladas no relatório anterior).

Produção de milho Brasil e Argentina

O USDA elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 2 milhões de toneladas, para 140 milhões de toneladas e manteve a da Argentina em 63 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, o departamento segue projetando a produção brasileira do cereal em 139 milhões de toneladas, e a da argentina, em 55 milhões de toneladas.