O dólar comercial encerrou essa quarta-feira (17) em leve alta de 0,41%, cotado a R$ 5,1060, com ganho acumulado na parcial da semana de 0,95%. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,1190; na mínima, recuou a R$ 5,0490.
Nesta sessão, marcada pela Super-Quarta, os investidores repercutiram a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, em linha com as expectativas do mercado.
Na primeira coletiva de imprensa à frente do banco central norte-americano, o novo chairman, Kevin Warsh, anunciou a criação de uma força-tarefa para revisar aspectos centrais da atuação da instituição. Os trabalhos estarão concentrados em cinco áreas: comunicação, gestão do balanço patrimonial, uso de fontes de dados, produtividade e mercado de trabalho, além do arcabouço de inflação.
Segundo Warsh, os grupos irão analisar cada tema nas próximas semanas e apresentar propostas para aperfeiçoar a condução da política monetária dos Estados Unidos.
No Brasil, as atenções permaneceram voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para após o fechamento do mercado. A expectativa predominante era de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, reduzindo-a para 14,25% ao ano.
Entre os indicadores econômicos divulgados durante a sessão, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,50% em abril na comparação mensal. O resultado ficou abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam alta de 0,60%.
Nos EUA, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo cresceram 0,9% em maio ante abril, alcançando US$ 763,7 bilhões. O desempenho superou o resultado de abril, que foi revisado para alta de 0,4%.
No cenário internacional, os investidores também acompanharam os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã. Durante a cúpula do G7, realizada na França, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a defender o acordo que deverá encerrar oficialmente o conflito entre os dois países.
Segundo Trump, o entendimento prevê uma compensação financeira ao Irã e deverá ser formalizado na próxima sexta-feira (19). O presidente afirmou ainda que os recursos previstos somente serão liberados caso Teerã cumpra os termos estabelecidos.
Também durante o encontro do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou como convidado, afirmou não ter discutido com Trump as tarifas recentemente impostas pelos EUA ao Brasil, destacando que as investigações comerciais norte-americanas seguem em andamento até 1º de julho.
Lula também criticou a decisão do governo norte-americano de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, além de rebater comentários sobre a condução da política interna brasileira.