Com o clima colaborando no plantio e preços acima da média dos últimos anos, os produtores de arroz devem abrir a colheita do grão neste ano – marcada para meados de fevereiro – com esperança de alta produtividade. No entanto, as perdas da safra anterior, que chegaram a 16%, o que ocasionou a falta de renda de parte dos arrozeiros gaúchos, além da alta dos custos de produção, devem trazer cautela para o setor. O diagnóstico é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
Segundo o presidente da entidade, Henrique Dornelles, o produtor entrará embalado na próxima safra no que diz respeito aos preços, devido aos estoques muito mais baixos não só no Brasil, mas em todo o Mercosul.
“Isto é positivo para o início da safra, mas não quer dizer que esta questão se manterá durante a colheita, pois existe um movimento histórico de depressão de preços neste período. Estamos trabalhando com um preço teto de R$ 45 a saca, podendo ter oscilações, com um piso de R$ 40”, projeta.
De acordo com o dirigente, o momento atual também é propício para o mercado externo, especialmente pelo movimento de valorização do dólar. Dornelles, entretanto, alerta que mesmo com o aumento das cotações no último ano, para muitos isso não foi suficiente para suplantar a perda de produtividade da safra passada e estes produtores vão enfrentar o próximo período sem alguns recursos devido à quebra.
“Esperamos anúncios durante a Abertura da Colheita de volumes consideráveis de Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEPM) e Financiamento Para Garantia de Preço ao Produtor (FGPP), que um atenderá aos produtores e outro as indústrias para formarem capital de giro para a compra do arroz, além do pré-custeio.”