A DATAGRO divulgou um novo Relatório VIP analisando as condições atmosféricas e oceânicas que podem indicar a formação de um El Niño mais intenso no segundo semestre de 2026. Modelos climáticos indicam 61% de probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho.

 

Águas do Pacífico registram aquecimento

As últimas duas semanas registraram anomalias positivas da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região de monitoramento do El Niño. Na semana passada, a anomalia estava em +0,2°C, considerado condições de neutralidade. O aquecimento das águas do Pacífico deverá persistir nos próximos meses, com o fenômeno mantendo-se pelo menos até o fim de 2026.

Ventos de oeste e anomalias positivas de temperatura subsuperficial no Pacífico equatorial têm contribuído para o aumento no risco de um forte El Niño. Os ventos sopram no sentido oposto aos ventos alísios, enfraquecem a circulação normal e empurram as águas quentes para leste. As anomalias subsuperficiais indicam um “estoque” de água mais quente abaixo da superfície, atingindo 6°C de anomalia nas últimas semanas.

A agência americana NOAA indica 25% de probabilidade do evento atingir intensidade muito forte (anomalia da TSM > 2,0°C) no fim do ano. O próprio órgão ressalta que esse cenário depende da persistência das anomalias de vento de oeste, algo que não é garantido.

 

Impactos regionais no Brasil

Na região Sul, haverá aumento significativo das chuvas e maior frequência de eventos extremos, com risco de chuvas torrenciais e rajadas de vento fortes. No Sudeste, o El Niño elevará as temperaturas, aumentando o risco de ondas de calor e incêndios.

O Centro-Oeste terá efeitos similares ao Sudeste, exceto na parte norte que poderá ter redução nas chuvas. O Matopiba enfrentará diminuição da frequência de chuvas e aumento das temperaturas, prejudicando as safras do segundo semestre.

Para maiores informações, acesse o Relatório VIP na seção de análises do Portal DATAGRO.