DÚVIDAS, DERROTAS, RISCOS E IMPROVISOS NA CAMPANHA DE FLÁVIO BOLSONARO

Para além das polêmicas sobre o uso de IA representando Jair Bolsonaro e o discurso de Javier Milei (que podem ter consequências judiciais), a convenção do PL não só confirmou a escolha do ex-presidente para disputar o Palácio do Planalto como mostrou o isolamento de Flávio Bolsonaro. Até a véspera da convenção, o partido ainda trabalhava com a possibilidade de contar com uma vice do PP, mesmo com a negativa de Ciro Nogueira. Os aliados vão ter de suar a camisa até o dia 5 de agosto para reverter a tendência de escolha, à toque de caixa, de alguém do próprio PL. Na mesa de negociações podem surgir promessas de cargos e facilidades futuras, mas é incerto se as ofertas serão suficientes para mudar a prioridade do Centrão – que é fazer bancadas fortes. Outra dúvida que paira sobre a campanha de Flávio é sobre o real engajamento de Michelle. A ex-primeira-dama gravou um discurso voltado às mulheres, mas deixou claro que o armistício firmado com o enteado está longe da paz duradoura, afinal a conversa entre eles ainda não aconteceu. Nos palanques estaduais, o PL ainda não fechou o palanque no Rio de Janeiro e vai ter de correr para negociar um plano B em Minas Gerais na ausência da candidatura do senador Cleitinho. A sorte não vem sorrindo para a campanha de Flávio e também para sua estratégia de descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro. O Itamaraty negou os vistos para emissários de Donald Trump. O BAF informou, em primeira mão no dia 22, que o governo norte-americano enviaria representantes ao país com o intuito de se reunir com o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.

Equipe BAF – Direto de Brasília
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