Às 11h12 (horário de Brasília) desta quinta-feira (4), os principais índices acionários de Wall Street apresentavam direções opostas. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançava 1,53%, aos 51.462,90 pontos, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq recuavam 0,88% e 0,10%, aos 7.546,12 pontos e aos 26.618,46 pontos, respectivamente.

Já no mercado de Treasuries, o rendimento do título de dois anos apresentava perda de 4,086% para 4,037% ao ano, enquanto o do título de dez anos cedia para 4,457% ao ano.

Nesta manhã, o principal destaque negativo do pregão era a Broadcom. As ações da fabricante de semicondutores despencavam cerca de 15% após a companhia manter inalterada sua projeção de longo prazo de US$ 100 bilhões em vendas de chips voltados para inteligência artificial.

A reação dos investidores foi intensa porque os papéis da empresa acumulavam valorização próxima de 55% no trimestre. Caso as perdas sejam mantidas até o fechamento, a companhia poderá perder cerca de US$ 350 bilhões em valor de mercado.

O desempenho da Broadcom pressionou todo o setor de tecnologia e semicondutores, afetando principalmente os índices S&P 500 e Nasdaq, mais expostos a empresas de crescimento.

Por outro lado, a saída de recursos das ações de tecnologia favoreceu segmentos mais tradicionais da economia.

No campo macroeconômico, os investidores repercutiam novos dados do mercado de trabalho dos EUA. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram acima das expectativas, indicando uma leve desaceleração na contratação de mão de obra.

Ao mesmo tempo, o índice ISM de serviços divulgado na quarta-feira mostrou expansão da atividade no setor, reforçando a percepção de que a economia norte-americana segue resiliente.

As atenções agora se voltam para o relatório oficial de emprego dos EUA (Payroll), que será divulgado na sexta-feira (5). O indicador deverá fornecer novos sinais sobre a trajetória do mercado de trabalho e poderá influenciar as expectativas para a próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed).

No cenário geopolítico, os investidores seguem monitorando as negociações envolvendo EUA e Irã. A possibilidade de um acordo mais amplo de cessar-fogo e a eventual normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz continuam sendo fatores relevantes para os mercados globais, especialmente para os preços do petróleo.