dólar comercial encerrou essa segunda-feira (22) em moderada baixa de 0,50%, cotado a R$ 5,1390. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1220; na máxima, subiu a R$ 5,1580.

Neste pregão, o mercado devolveu parte da alta observada na semana passada, à medida que adotou um tom de maior cautela, enquanto avalia novos dados do mercado doméstico.

Entre os destaques do dia esteve a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central (BC). O novo documento mostrou que a expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,75% para 14,00% ao ano, registrando a terceira revisão consecutiva para cima.

O movimento ocorre após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na última quarta-feira (18), para 14,25% ao ano. Caso as projeções do mercado se confirmem, o Banco Central teria espaço para apenas mais um corte de mesma magnitude neste ciclo de flexibilização monetária.

Agora, as atenções se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Copom, prevista para esta terça-feira (23), documento que poderá trazer sinais adicionais sobre os próximos passos da política monetária.

Também influenciou os negócios a atuação do BC no mercado de câmbio. A autoridade monetária realizou uma operação de venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista, acompanhada da oferta de 20 mil contratos de swap cambial, equivalentes a outros US$ 1 bilhão. Conhecida entre os agentes como “casadão”, a operação tem como objetivo reforçar a liquidez do mercado.

No campo político, os investidores continuaram acompanhando os desdobramentos da mais recente pesquisa Datafolha. O levantamento divulgado no sábado (21) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro, repetindo o resultado observado na pesquisa anterior.

No cenário internacional, os preços do petróleo voltaram a recuar, pressionados pelos avanços nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Teerã aceitou permitir inspeções abrangentes em seu programa nuclear, reforçando a percepção de progresso nas conversas realizadas recentemente na Suíça.

Além disso, os investidores monitoraram acontecimentos políticos no exterior, incluindo a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia.