O dólar comercial encerrou essa segunda-feira (13) em leve alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1290. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,1380; na mínima, caiu a R$ 5,1070.
Neste pregão, o mercado adotou uma postura de maior aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou os preços internacionais do petróleo em mais de 9%.
Ao longo do dia, o Irã realizou ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia, em resposta às ofensivas norte-americanas contra alvos iranianos. Teerã também voltou a ameaçar abandonar o acordo de paz firmado com Washington em junho, caso os EUA não cumpram os compromissos assumidos para encerrar o conflito.
Nos últimos dias, os EUA intensificaram os bombardeios contra instalações militares iranianas. Apenas no sábado, mais de 100 alvos foram atingidos, segundo autoridades norte-americanas.
Em resposta, o governo iraniano anunciou o fechamento, por tempo indeterminado, do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais e ampliou as ações militares contra posições dos EUA na região.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA irão “assumir o controle do Estreito de Ormuz” e declarou que pretende cobrar uma taxa equivalente a 20% sobre toda carga que transitar pela rota estratégica.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram a divulgação do novo Boletim Focus, do Banco Central. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5,30% para 5,16%, enquanto a estimativa para 2027 subiu de 4,18% para 4,20%.
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram praticamente estáveis. A expectativa de crescimento para 2026 foi mantida em 1,99%, enquanto a previsão para 2027 recuou de 1,69% para 1,65%.
Na política, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou estabilidade no cenário de segundo turno para a eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 44%, repetindo o resultado do levantamento anterior.
Também permaneceu no radar a negociação entre Brasil e Estados Unidos para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para a Casa Branca decidir sobre a adoção de tarifas de 25% e 12,5% contra produtos do Brasil termina na quarta-feira (15).
Segundo integrantes do governo, o presidente Lula mantém a estratégia de negociação até o prazo final, embora considere provável a adoção das medidas pela administração de Donald Trump.