dólar comercial terminou essa quarta-feira (19) em moderada baixa de 0,86%, cotado a R$ 5,1750, com desvalorização acumulada de 0,81% na semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1550; na máxima, foi a R$ 5,2050.

Neste pregão, o mercado reagiu ao anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de que ampliará as recompras de títulos públicos de longo prazo. O volume das operações será dobrado, de cerca de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões, em recompras programadas entre setembro e novembro.

A medida, que busca melhorar a liquidez do mercado após a recente pressão sobre os Treasuries, provocou queda nos rendimentos dos títulos norte-americanos, especialmente nos vencimentos mais longos. O yield dos papéis de 30 anos recuou quase 10 pontos-base.

Com a redução dos rendimentos, os ativos denominados em dólar perderam parte de sua atratividade relativa, favorecendo outras moedas, incluindo as de países emergentes, como o real.

Os investidores também repercutiram a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que mostrou preocupação dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) com a persistência da inflação e indicou que um novo aperto monetário poderá ser necessário caso os preços não apresentem desaceleração.

De acordo com o documento, muitos participantes avaliaram que uma elevação adicional dos juros provavelmente será necessária caso a inflação não recue. Alguns dirigentes também consideraram que as atuais condições financeiras podem não estar suficientemente restritivas para conduzir a inflação de volta à meta de 2%.

Na reunião de julho, o Fomc manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano por 9 votos a 3, com três membros defendendo uma elevação de 0,25 ponto percentual.

No exterior, as tensões no Oriente Médio permaneceram no radar após os Emirados Árabes Unidos suspenderem transações financeiras e econômicas com o Irã, enquanto o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz segue reduzido.

No Brasil, os investidores continuaram acompanhando o cenário político e eleitoral, com atenção para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado e para seus possíveis impactos econômicos e fiscais.