dólar comercial fechou essa quarta-feira (20) em moderada baixa de 0,73%, cotado a R$ 5,0010, com desvalorização na parcial da semana de 1,26%. Na mínima do dia, o câmbio alcançou R$ 4,9970; na máxima, subiu a R$ 5,0550.

Neste pregão, a moeda foi pressionada pela forte queda do petróleo no mercado internacional, superior a 5%, em meio às expectativas de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã estão nos “estágios finais” e indicou otimismo em relação a um possível acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Segundo Trump, ataques adicionais contra o Irã, que estavam previstos para esta semana, foram suspensos após aliados do Golfo informarem que as negociações diplomáticas avançavam.

No cenário internacional, o Federal Reserve (Fed) divulgou a ata da reunião de abril do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

O documento reforçou a percepção de divisão interna entre os dirigentes da autoridade monetária norte-americana sobre os próximos passos da política monetária diante da inflação persistente nos EUA.

Embora a ata não tenha trazido grandes surpresas, parte dos membros do Fed passou a considerar a possibilidade de novas altas de juros caso as pressões inflacionárias se intensifiquem, especialmente por conta dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços da energia.

Os investidores também aguardam os resultados trimestrais da NVIDIA, considerados importantes para medir a saúde do setor de tecnologia e semicondutores.

No Brasil, sem indicadores econômicos relevantes no dia, o foco do mercado continuou voltado ao cenário político. Os investidores seguem monitorando os impactos da repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao antigo Banco Master.

Segundo o mercado de apostas Polymarket, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% de probabilidade de vitória nas eleições presidenciais, contra 23,2% de Flávio Bolsonaro.