O dólar comercial terminou essa terça-feira (4) em moderada alta de 0,83%, cotado a R$ 5,1270. Na máxima do dia, o câmbio subiu para R$ 5,1460, enquanto que na mínima caiu para R$ 5,0730.
Neste pregão, as atenções permaneceram voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), cuja decisão será anunciada nesta quarta-feira (5). A maior parte das instituições financeiras projeta um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, de 14,25% para 14,00% ao ano.
Entre os indicadores econômicos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial recuou 1,8% em junho na comparação mensal, após queda revisada de 0,9% em maio. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava retração de 0,7%.
Na comparação com junho de 2025, a indústria registrou crescimento de 1,7%, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% observado em maio e ficando abaixo da expectativa dos analistas, que estimavam alta de 3,0%.
Nos EUA, o relatório JOLTs mostrou a abertura de 7,359 milhões de vagas de trabalho em julho, abaixo da expectativa de 7,440 milhões. O dado de junho foi revisado de 7,594 milhões para 7,537 milhões.
Na avaliação dos investidores, o mercado de trabalho norte-americano segue em um cenário de contratações e demissões moderadas, permitindo que o Federal Reserve (Fed) mantenha o foco no combate à inflação.
No cenário internacional, os mercados acompanharam novos desdobramentos no Oriente Médio. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz poderá ser alcançado nos próximos dias, contribuindo para a queda das cotações do petróleo.
As negociações entre Irã e Omã também seguem avançando. Segundo o The New York Times, os dois países estão próximos de um entendimento que permitiria a retomada da navegação na hidrovia sob controle iraniano. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu o progresso das conversas, mas ressaltou que ainda não há um acordo definitivo.