O dólar comercial terminou essa sexta-feira (7) em leve baixa de 0,49% cotado a R$ 5,0810, mas com ganho no acumulado de 0,24% na semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 5,0720, enquanto que na máxima subiu para R$ 5,1010.
Neste pregão, o principal destaque foi a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), que surpreendeu negativamente ao apontar a eliminação de 23 mil postos de trabalho em julho. O resultado enfraqueceu as expectativas de um novo aperto da política monetária pelo Federal Reserve (Fed) nos próximos meses, pressionando o dólar.
O mercado esperava a criação de 80 mil a 85 mil vagas no período. Além do resultado negativo de julho, as revisões dos dois meses anteriores retiraram 103 mil postos de trabalho dos números previamente divulgados.
No mercado de energia, as cotações do petróleo voltaram a subir, em meio a novas informações sobre as negociações entre Irã e Omã para estabelecer regras de navegação pelo Estreito de Ormuz.
Os dois países teriam chegado a um entendimento sobre a rota a ser utilizada pelas embarcações. Um dos principais pontos ainda em discussão seria a proposta iraniana de cobrança de uma taxa equivalente a 5% a 7% do valor das cargas transportadas pelo estreito.
No Brasil, em uma sessão com agenda mais esvaziada de indicadores econômicos, os investidores repercutiram os resultados e a teleconferência da Petrobras. Na véspera, a estatal informou que seu lucro líquido quase dobrou no segundo trimestre na comparação anual.
Durante a apresentação dos resultados, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a produção de petróleo ficou cerca de 200 mil barris por dia acima da meta estabelecida para o período, desempenho atribuído a ganhos de eficiência operacional e à antecipação de projetos previstos para os próximos anos.
Segundo a executiva, a companhia também conseguiu reduzir o declínio natural da produção por meio de uma gestão mais eficiente das jazidas, contribuindo para sustentar níveis mais elevados de extração.