O dólar comercial encerrou essa terça-feira (21) em leve baixa de 0,31%, cotado a R$ 5,0710. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0650; na máxima, subiu a R$ 5,0840.
Neste pregão, a redução dos prêmios de risco foi favorecida pelo avanço das cotações internacionais do petróleo, movimento que tende a beneficiar países exportadores da commodity, como o Brasil, fortalecendo o real.
No cenário internacional, os investidores seguiram atentos à escalada das tensões no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as forças norte-americanas devem atacar “muito em breve” a montanha de Pickaxe, localizada próxima à instalação nuclear de Natanz, no centro do Irã, um dos principais complexos de enriquecimento de urânio do país.
A declaração ocorre apesar dos esforços de mediadores internacionais para estabelecer um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e abrir espaço para novas negociações diplomáticas.
No Brasil, o mercado também acompanhou a expectativa pela entrada em vigor, nesta quarta-feira (22), das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
Os investidores seguem monitorando a resposta do governo brasileiro, que avalia medidas como a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica e a adoção de mecanismos de apoio aos setores mais afetados pelas novas tarifas.
Ademais, também repercutiu a divulgação de uma nova pesquisa da Real Time Big Data, que mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, ao mesmo tempo em que aponta cenários de empate técnico em eventuais disputas de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Ronaldo Caiado.
Nos próximos dias, a atenção do mercado deve permanecer voltada ao cenário político, com a aproximação das convenções partidárias e a definição das chapas presidenciais para as eleições de 2026.