O dólar comercial encerrou essa segunda-feira (15) em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,0640. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,0710; na mínima, alcançou R$ 5,0240.
Neste pregão, os investidores mantiveram as atenções voltadas ao cenário internacional, ainda repercutindo o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
A expectativa é de que o memorando seja formalmente assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Até o momento, os detalhes do acordo não foram divulgados pelas partes envolvidas.
O avanço das negociações contribuiu para reduzir a percepção de risco global e aliviar preocupações com pressões inflacionárias associadas aos preços da energia.
Em Wall Street, o ambiente mais favorável também foi impulsionado pelo forte desempenho do setor de tecnologia após a estreia da SpaceX no mercado acionário. Considerado o maior IPO da história dos EUA, o processo movimentou US$ 85,7 bilhões, incluindo o exercício do lote suplementar (“greenshoe”), segundo informou a companhia fundada por Elon Musk.
No campo econômico, o Federal Reserve (Fed) informou que a produção industrial dos Estados Unidos avançou 0,1% em maio, desacelerando em relação à alta de 0,9% registrada em abril (dado revisado de 0,7%). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,3%.
No Brasil, os investidores repercutiram a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC).
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,11% para 5,30%, marcando a 14ª semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a estimativa avançou de 4,03% para 4,10%.
As expectativas para a taxa Selic também foram elevadas. O mercado passou a projetar juros de 13,75% ao final de 2026, ante 13,50% na semana anterior. Para 2027, a projeção subiu de 11,50% para 12,00% ao ano.
No cenário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da Cúpula do G7, realizada na França entre os dias 16 e 18 de junho. O chefe do Executivo brasileiro foi convidado para participar de debates sobre crescimento econômico, inteligência artificial e cooperação internacional, além de cumprir agenda de encontros bilaterais.
No radar dos investidores está a chamada “Superquarta”, quando o Fed e o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciam suas decisões sobre juros. A expectativa predominante é de manutenção da taxa básica norte-americana na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No Brasil, parte do mercado projeta um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic.