O dólar comercial encerrou essa quarta-feira (15) em estabilidade com viés de baixa (-0,02%), cotado a R$ 5,0760, com perda na parcial da semana de 0,59%. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,0550; na máxima, subiu a R$ 5,0860.
No cenário internacional, o principal destaque foi a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos. O indicador recuou 0,3% em junho, após alta revisada de 0,6% em maio, enquanto o mercado esperava estabilidade.
O resultado reforçou a leitura mais benigna da inflação norte-americana, após os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) divulgados na véspera, reduzindo as expectativas de um novo aumento dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, cerca de 90% dos investidores apostam na manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos, atualmente entre 3,50% e 3,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), marcada para 29 de julho.
Também nesta quarta-feira, o Fed divulgou uma nova edição do Livro Bege, indicando que a economia norte-americana continua em trajetória de expansão moderada, sustentada pela melhora do mercado de trabalho e pela desaceleração das pressões inflacionárias. Em contrapartida, o banco central destacou um agravamento das condições para o setor agrícola.
As tensões geopolíticas também permaneceram no radar dos investidores. Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques pelo quinto dia consecutivo, elevando as preocupações com o abastecimento global de petróleo. Em resposta aos novos confrontos, Teerã voltou a restringir a navegação no Estreito de Ormuz, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio naval ao país.
No mercado doméstico, as atenções permaneceram voltadas para a decisão do governo dos Estados Unidos sobre a possível aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Terminou nesta quarta-feira o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anuncie o desfecho da investigação comercial envolvendo o Brasil.
Diante da expectativa de adoção das tarifas, o governo brasileiro aprovou uma Medida Provisória que cria uma linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas tanto pelo eventual tarifaço quanto pelos impactos da escalada do conflito no Oriente Médio.
Os recursos serão disponibilizados por meio do Plano Brasil Soberano e poderão ser acessados por empresas exportadoras dos setores industrial, agropecuário, mineral, florestal, pesqueiro e aquícola.
No campo político, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 37%.