O dólar comercial fechou essa quinta-feira (26) em moderada alta de 0,75%, a R$ 5,2560, mas com perda acumulada na parcial da semana de 0,96%. Na máxima do dia, o câmbio chegou a R$ 5,2610; na mínima, desceu a R$ 5,2190.
Inflação surpreende e pressiona mercado
Neste pregão, no Brasil, o principal destaque foi a divulgação do IPCA-15 pelo IBGE.
O indicador avançou 0,44% em março, acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,29%, reforçando a cautela dos investidores em relação ao cenário inflacionário.
O Banco Central (BC) também publicou o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, destacando que a guerra no Oriente Médio adiciona incerteza aos cenários de inflação e crescimento.
Segundo a autoridade monetária, o prolongamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã pode comprometer o fluxo de matérias-primas no Estreito de Ormuz, pressionando os preços de energia.
A instituição ressaltou ainda que a alta recente das commodities energéticas já impacta as expectativas inflacionárias.
Guerra mantém demanda por ativos seguros
No cenário internacional, a ausência de avanços concretos nas negociações de paz voltou a elevar a aversão ao risco.
A Casa Branca enviou ao Irã um plano de paz com 15 pontos, incluindo restrições ao programa nuclear e a mísseis de longo alcance, além do fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.
O governo iraniano rejeitou a proposta, classificando-a como excessiva, e apresentou uma contraproposta que inclui o fim das agressões e o controle sobre o Estreito de Ormuz.
Mercado de trabalho dos EUA segue resiliente
Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego registraram leve alta, indicando um mercado de trabalho ainda resiliente.
O cenário reforça a possibilidade de o Federal Reserve manter os juros elevados por mais tempo, enquanto monitora os riscos inflacionários associados à guerra.