dólar comercial fechou essa quarta-feira (3) em forte alta de 1,16%, cotado a R$ 5,0660, com valorização na parcial da semana de 0,54%. Na máxima do dia, o câmbio subiu a R$ 5,0890; na mínima, alcançou R$ 5,0110.

Neste pregão, o movimento foi impulsionado principalmente pela disparada dos preços do petróleo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Os Estados Unidos afirmaram que o Irã lançou mísseis balísticos contra países vizinhos da região, embora os projéteis não tenham atingido seus alvos. Em resposta, forças norte-americanas realizaram ataques contra instalações na ilha iraniana de Qeshm.

Sem avanços concretos nas negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, os investidores mantiveram uma postura mais defensiva, elevando a procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

A alta do petróleo também reforçou preocupações inflacionárias, aumentando as apostas de que bancos centrais poderão adotar uma postura monetária mais cautelosa nos próximos meses.

Nos EUA, o relatório ADP mostrou a criação de 122 mil vagas de trabalho no setor privado em maio, acima da expectativa do mercado, de 118 mil postos. O resultado reforçou a percepção de que a economia norte-americana segue resiliente.

Ainda no cenário internacional, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto dos EUA, divulgado pela S&P Global, recuou de 51,7 pontos em abril para 51,5 pontos em maio, permanecendo, porém, em território de expansão.

No Brasil, o PMI Composto caiu de 52,4 para 49,5 pontos no mesmo período, sinalizando contração da atividade econômica pela primeira vez em vários meses.

As atenções também permaneceram voltadas para as relações comerciais entre Brasil e EUA. Após recomendar uma tarifa de 25% sobre diversas exportações brasileiras, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma nova rodada de sobretaxas relacionadas ao combate ao trabalho forçado. O Brasil foi incluído no grupo de países que poderiam ser submetidos a uma tarifa adicional de 12,5%.

Em reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as propostas norte-americanas e afirmou que o governo brasileiro não foi formalmente comunicado sobre as medidas. Segundo o presidente, o país pretende encaminhar uma nova carta ao presidente Donald Trump para tratar do tema.

No radar dos investidores, a Bolsa Brasileira (B3) permanecerá fechada nesta quinta-feira (4) devido ao feriado de Corpus Christi.