O dólar comercial fechou essa sexta-feira (20) em forte alta de 1,73%, a R$ 5,3070, mas com perda acumulada na semana de 0,15%. Na máxima do dia, o câmbio foi a R$ 5,3230; na mínima, caiu para R$ 5,2320.
Geopolítica eleva tensão nos mercados
Neste pregão, o avanço do câmbio foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global, após novos ataques de Israel contra o Irã, elevando as preocupações com os impactos da guerra sobre os preços do petróleo.
A escalada do conflito aumenta o temor de pressões inflacionárias globais, especialmente por meio da alta dos custos de energia, o que pode levar bancos centrais a adotar posturas mais restritivas.
Ao longo da semana, os principais bancos centrais mantiveram as taxas de juros estáveis, mas sinalizaram cautela.
O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto autoridades do Banco da Inglaterra e de outras economias desenvolvidas indicaram que novas altas não estão descartadas caso a inflação volte a acelerar.
Com isso, investidores reduziram as apostas em cortes de juros no curto prazo e passaram a considerar possíveis elevações em economias como EUA, Reino Unido e zona do euro.
Risco de escalada militar
O cenário também foi agravado por notícias sobre possível intensificação do conflito.
Segundo reportagens da imprensa internacional, o Pentágono estaria enviando reforços militares para o Oriente Médio, enquanto fontes indicam preparativos para eventual mobilização de tropas terrestres.
Política doméstica no foco
No Brasil, os investidores seguem acompanhando mudanças no comando do Ministério da Fazenda.
O secretário-executivo Dario Durigan foi indicado para assumir a pasta após a saída de Fernando Haddad, que deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo.
Pesquisa recente do Datafolha aponta o governador Tarcísio de Freitas na liderança das intenções de voto, com Haddad em segundo lugar, indicando uma disputa competitiva no estado.