dólar comercial terminou essa sexta-feira (28) em moderada alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1910, com ganho acumulado na parcial da semana de 1,01%. Na máxima do dia, a moeda subiu a R$ 5,2280; na mínima, desceu a R$ 5,1570.

Neste pregão, os investidores repercutiram o tom mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, durante discurso no Simpósio de Jackson Hole. Warsh reforçou as preocupações com a inflação nos Estados Unidos e sinalizou que a autoridade monetária poderá precisar manter uma política restritiva por mais tempo — ou até elevar os juros — caso os preços não apresentem uma trajetória convincente em direção à meta de 2%.

Após as declarações, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano avançaram e o dólar ganhou força frente a outras moedas. Juros mais elevados nos EUA tendem a aumentar a atratividade dos ativos denominados em dólar e a pressionar moedas de países emergentes, como o real.

No cenário doméstico, também pesou sobre a moeda brasileira o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que veio abaixo das expectativas do mercado.

O Brasil criou 58.568 vagas formais de trabalho em julho, ante projeções que variavam entre aproximadamente 115 mil e 128 mil postos.

A leitura mais fraca do mercado de trabalho reforçou a percepção de desaceleração da economia brasileira e pode aumentar as expectativas de novos cortes na Selic.