Às 9h08 (horário de Brasília) desta quinta-feira (3), o dólar comercial apresentava moderada baixa de 0,69%, cotado a R$ 5,0720, com desvalorização na parcial semanal de 2,35%.
Na véspera (2), o câmbio cedeu 0,97%, cotado a R$ 5,1070.
Nesta manhã, os investidores seguem atentos principalmente ao cenário político e eleitoral brasileiro, com expectativa para a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. Parte do mercado acompanha se o levantamento reforçará a percepção de uma disputa mais apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
As atenções sobre o ambiente político também foram ampliadas pelos novos desdobramentos envolvendo o Banco Master. Após a divulgação de mensagens que relacionam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, parlamentares da oposição aumentaram a pressão pela abertura de um processo de impeachment contra o magistrado.
Também entrou no radar o acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro e dono da Entre Investimentos e Participações. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele teria realizado repasses de recursos de Vorcaro destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na agenda econômica doméstica, os investidores aguardam a divulgação do PMI Composto de agosto pela S&P Global, além dos dados consolidados da balança comercial brasileira no mês passado, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No exterior, o foco permanece sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. O payroll de agosto, previsto para sexta-feira (4), pode fornecer novas pistas sobre a atividade econômica e os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
Atualmente, os mercados monetários atribuem cerca de 60% de probabilidade de uma alta dos juros pelo Fed neste mês, ante menos de 40% há uma semana. Nesta quinta-feira, os investidores também aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.
Por fim, a escalada das tensões no Oriente Médio segue sustentando os preços do petróleo no mercado internacional, com o Brent operando próximo de US$ 100 por barril.