Às 9h24 (horário de Brasília) desta terça-feira (30), o dólar comercial operava em moderada alta de 0,52%, cotado a R$ 5,1990, com ganho na parcial do mês de 3,16%. Na véspera (29), o câmbio subiu 0,12%, a R$ 5,1720.

O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – avançava 0,26%.

Nesta manhã, os investidores repercutiam novos indicadores da economia brasileira, enquanto aguardavam a divulgação de dados do mercado de trabalho e de atividade econômica dos Estados Unidos.

No Brasil, o Banco Central (BC) informou que a dívida bruta do governo geral alcançou 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio, acima dos 80,2% registrados no mês anterior. No mesmo período, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 56,131 bilhões.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por sua vez, divulgou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) recuou 0,30% em maio na comparação com abril, revertendo a alta de 2,62% registrada no mês anterior. Das 24 atividades industriais pesquisadas, sete apresentaram queda de preços. No acumulado do ano, o IPP registra alta de 4,80%, enquanto a variação em 12 meses desacelerou para 1,99%.

Ainda hoje, o Ministério do Trabalho divulgará os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes à criação de vagas formais em maio.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula do Mercosul, realizada no Paraguai.

Nos EUA, os investidores aguardam a divulgação do relatório Jolts, com os dados de abertura de vagas de trabalho em maio, além do índice de confiança do consumidor de junho. Os indicadores poderão influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed).

No cenário geopolítico, permanecem as incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã. Embora parte dos prêmios de risco já tenha sido retirada dos mercados, persistem divergências sobre uma nova rodada de negociações.

Enquanto a Casa Branca informou que representantes dos dois países deverão se reunir em Doha nos próximos dias, o governo iraniano afirmou na segunda-feira que nenhum encontro havia sido agendado. O desencontro de versões mantém os investidores atentos à possibilidade de novos episódios de volatilidade, especialmente no mercado internacional de petróleo.