Às 9h22 (horário de Brasília) desta sexta-feira (5), o dólar comercial anotava leve baixa de 0,20%, a R$ 5,0560, mas com ganho na parcial da semana de 0,36%.

Na última sessão (3), o câmbio subiu 1,16%, cotado a R$ 5,0660. Ontem (4), as negociações estiveram suspensas em decorrência do feriado de Corpus Christi.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,22%.

Nesta manhã, o principal foco dos investidores está nos Estados Unidos, onde será divulgado o relatório oficial de emprego (payroll) referente ao mês de maio. As projeções de mercado apontam para a criação de cerca de 85 mil vagas fora do setor agrícola, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%.

O indicador é considerado um dos mais importantes para a definição da política monetária norte-americana. Um resultado acima das expectativas poderá reforçar a percepção de resiliência da economia dos EUA e influenciar as apostas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Em Wall Street, os investidores seguem repercutindo a forte correção das ações ligadas à inteligência artificial. A fabricante de semicondutores Broadcom continuava pressionando o setor após divulgar resultados considerados decepcionantes, desencadeando uma realização de lucros em empresas de tecnologia que haviam acumulado fortes ganhos nos últimos meses.

No cenário geopolítico, permanecem as incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, rejeitou um novo acordo de cessar-fogo no Líbano na quinta-feira, enquanto Israel afirmou que não pretende retirar suas tropas do território libanês.

O impasse reduz as expectativas de uma solução rápida para o conflito regional e dificulta os esforços diplomáticos do presidente norte-americano, Donald Trump, para ampliar as negociações com o governo iraniano.

No mercado doméstico, a sessão tende a apresentar menor liquidez devido à retomada dos negócios após o feriado.