Às 9h03 (horário de Brasília) desta quinta-feira (6), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,20%, cotado a R$ 5,1170, mas com ganho acumulado de 0,95% na parcial da semana.
Na véspera (5), o câmbio fechou em total estabilidade, a R$ 5,1270.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava viés de alta (+0,05%).
Nesta manhã, os investidores seguem de olho na repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,00% ao ano, em linha com a expectativa predominante do mercado.
Este foi o quarto corte consecutivo dessa magnitude e a decisão foi unânime entre os membros do Banco Central. Com isso, a taxa básica de juros passou a ficar 1 ponto percentual abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado.
No comunicado, o Copom evitou sinalizar os próximos passos da política monetária, destacando que o ambiente de elevada incerteza, a desancoragem das expectativas de inflação e os riscos para o cenário econômico exigem cautela na condução da política monetária.
Sem indicadores econômicos relevantes, os agentes também acompanham o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional e a entrevista do ministro da Fazenda, Dário Durigan, prevista para as 10h. No mercado corporativo, a expectativa fica para a divulgação dos resultados trimestrais da Petrobras após o fechamento da B3.
Nos Estados Unidos, as atenções permanecem voltadas para os desdobramentos das negociações com o Irã, além dos indicadores do mercado de trabalho. Nesta quinta-feira, serão divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego, enquanto o relatório oficial de emprego (payroll) será publicado na sexta-feira (7).
No mercado de energia, o petróleo operava próximo de US$ 80 por barril, refletindo o anúncio de que Irã e Omã chegaram a um entendimento sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito de Ormuz, o que reforça as expectativas de normalização do fluxo de petróleo pela principal rota marítima da região.