Às 9h08 (horário de Brasília) desta quarta-feira (19), o dólar comercial registrava leve baixa de 0,34%, cotado a R$ 5,2020, com desvalorização na parcial da semana de 0,29%.
Na véspera (18), o câmbio subiu 0,38% cotado a R$ 5,2200.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,25%.
Nesta manhã, os agentes do mercado monitoram principalmente o cenário fiscal e político brasileiro, em meio ao avanço da discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado Federal.
Na terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu andamento à tramitação da proposta. Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais cobrando do Congresso a aprovação da medida provisória que extingue a chamada “taxa das blusinhas”, incidente sobre compras internacionais de até US$ 50.
O cenário eleitoral também permanece no radar dos investidores. Entre 10 e 14 de agosto, investidores estrangeiros retiraram R$ 12,6 bilhões de ações já listadas na Bolsa Brasileira (B3), segundo levantamento do Valor Econômico com dados da Bloomberg.
No exterior, as atenções se voltam para a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed), realizada em 29 de julho. Na ocasião, o banco central norte-americano manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
A decisão não foi unânime: a manutenção dos juros foi aprovada por 9 votos a 3, com os três dissidentes defendendo uma elevação de 0,25 ponto percentual. O documento poderá fornecer novos sinais sobre a trajetória da política monetária norte-americana.
Os preços do petróleo também permanecem no radar, em meio à continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã e às preocupações com seus possíveis impactos sobre a inflação global.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não há negociações em andamento com o Irã nem encontros agendados e declarou que o Estreito de Ormuz está aberto. Autoridades iranianas, por outro lado, sustentam que a rota marítima permanece fechada até que os Estados Unidos cumpram as condições previstas no acordo provisório firmado em junho.