Às 9h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o dólar comercial registrava leve alta de 0,37%, cotado a R$ 5,1180, com ganho acumulado de 0,20% na parcial da semana.

Ontem (16), câmbio avançou 0,41%, cotado a R$ 5,0970.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava estabilidade com viés de alta (+0,08%).

Nesta manhã, os investidores seguem repercutindo a decisão do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) de aplicar tarifas de 25% sobre os embarques brasileiros no território norte-americano. Além disso, os agentes monitoram os novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e do Brasil.

Quanto a sobretaxa dos Estados Unidos, a medida afeta cerca de 18% das exportações brasileiras para o país, segundo informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, em coletiva de imprensa com outras autoridades brasileiras em Brasília.

A estimativa de Rosa está baseada no percentual embarcado 2024, e que correspondeu à US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países. No comparativo com 2025, ano em que a gestão de Donald Trump já começou a aplicar tarifas ao mercado nacional, a porcentagem cai para 15% (US$ 5,8 bilhões).

O tarifaço, que entra em vigor em 22 de julho, afetará os segmentos de máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e produtos de alumínio.

Porém, produtos como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulosesucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio estarão isentos da nova cobrança.

Ainda nos EUA, o mercado aguarda pela divulgação da Produção Industrial do país em junho e do Índice de Percepção do Consumidor da Universidade de Michigan, referente ao mesmo mês.

No cenário nacional, a Câmara dos Deputados se prepara para o recesso parlamentar de julho, que começa neste sábado (18) e se encerra no dia 31 de julho. Nesta semana, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), já declarou que a casa não irá votar “pautas polêmicas” antes da pausa. “Nós vamos seguir a pauta previamente divulgada para que não haja nenhum item surpresa ou que não esteja já devidamente conhecido pela Casa”, afirmou Motta.

No âmbito econômico, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 1,31% em julho, ante baixa de 0,30% registrada em junho. Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,00% no ano e de 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de 3,42% em 12 meses.

Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), publicado nesta manhã pelo Banco Central (BC) e considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,10% em maio de 2026 na comparação mensal, ante expectativa do mercado de completa estabilidade.