Às 9h05 (horário de Brasília) desta quinta-feira (13), o dólar comercial registrava leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,1830, com ganho acumulado de 2,01% na parcial da semana.

Na véspera (12), o câmbio subiu 0,33% cotado a R$ 5,1770.

Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – operava em estabilidade com viés de baixa (-0,07%).

Nesta manhã, os investidores repercutem novos indicadores da economia brasileira, enquanto aguardam a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo cresceram 0,5% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal, após avanço de 0,3% no mês anterior. O resultado ficou acima da expectativa do mercado, de alta de 0,3%.

Com isso, a média móvel trimestral recuou 0,3% no trimestre encerrado em junho, após queda de 0,2% no período terminado em maio.

No cenário político e fiscal, além das eleições presidenciais de outubro permanecerem no radar, o mercado repercute a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto que permite compensar a redução de impostos federais sobre combustíveis decorrente da guerra no Irã com receitas extraordinárias do petróleo ao longo de 2026.

O texto também autoriza a ampliação de despesas fora dos limites fiscais neste ano, com previsão de contenção de gastos em 2027. A estimativa da equipe econômica é de um ajuste de R$ 10 bilhões no próximo ano.

No exterior, as atenções se voltam para a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA, prevista para as 9h30, que poderá fornecer novos sinais sobre a trajetória da inflação e dos juros norte-americanos.

Após os indicadores econômicos recentes, os investidores reduziram as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) em setembro. O mercado passou a precificar probabilidade de 65% de manutenção das taxas no próximo mês, ante 50% na quarta-feira.

No mercado de energia, as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz seguem no radar. O chefe recém-nomeado da unidade paramilitar Basij do Irã afirmou nesta quinta-feira que a passagem marítima está “sob controle e administração do Irã”, um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que o país havia assumido o controle da estratégica hidrovia.

As travessias de navios pelo Estreito de Ormuz, excluindo porta-contêineres, caíram para cinco na quarta-feira, menor número em três semanas, segundo dados da Kpler Shipping.