Às 9h13 (horário de Brasília) desta quinta-feira (25), o dólar comercial apresentava leve alta de 0,10%, cotado a R$ 5,2030, com ganho parcial acumulado de 0,74% na semana.
Ontem (24), o câmbio subiu 0,27%, cotado a R$ 5,1980.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – avançava 0,12%.
Nesta manhã, os investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador subiu 0,41% no mês, desacelerando em relação à alta de 0,62% registrada em maio e ficando abaixo da expectativa do mercado, de 0,44%.
No acumulado do primeiro semestre, o IPCA-15 registra alta de 3,45%. Em 12 meses, a inflação alcançou 4,80%, acima dos 4,64% observados no período imediatamente anterior. Em junho de 2025, o índice havia avançado 0,26%.
O resultado abaixo das projeções reforça a percepção de parte dos agentes de mercado de que o Banco Central (BC) poderá manter espaço para a continuidade do ciclo de flexibilização monetária, embora de forma cautelosa.
Também nesta quinta-feira, o BC elevou sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, de 1,6% para 2,0%, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária.
No cenário internacional, as atenções se concentram sobre a divulgação do Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) de maio, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), além da terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao primeiro trimestre deste ano.
Os investidores avaliam que os dois indicadores poderão influenciar as expectativas para os próximos passos da política monetária norte-americana.
Em Wall Street, o sentimento é mais positivo para o setor de tecnologia. As ações da fabricante de chips Micron avançaram quase 15% no after market, após a divulgação de resultados trimestrais acima das expectativas, impulsionando o segmento ligado à inteligência artificial.
No campo geopolítico, o mercado continua monitorando as negociações de paz entre EUA e Irã, além de acompanhar os desdobramentos dos terremotos registrados na Venezuela na véspera.