Às 9h07 (horário de Brasília) desta terça-feira (12), o dólar comercial registrava leve alta de 0,18%, cotado a R$ 4,8980.
Na véspera (11), o câmbio fechou em estabilidade com viés de baixa (-0,06%), cotado a R$ 4,8890.
O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas mundiais – avançava 0,38%.
Nesta manhã, os investidores repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador subiu 0,67% no mês passado, desacelerando frente à alta de 0,88% registrada em março. No acumulado de 12 meses até abril, o IPCA avançou 4,39%. Ambos os resultados vieram abaixo das projeções do mercado.
No mercado corporativo, a Petrobras informou na segunda-feira que registrou queda de 7,2% no lucro líquido do primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025. Segundo a estatal, os resultados ainda não refletem a recente disparada dos preços internacionais do petróleo, impacto que deve aparecer apenas no segundo trimestre.
Ainda nesta terça-feira, os investidores aguardam os balanços de Dasa, PagBank, Cury e JBS.
Paralelamente, no viés político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança hoje o programa Brasil Contra o Crime Organizado e anuncia medidas voltadas à segurança pública no valor de R$ 11 bilhões.
Nos Estados Unidos, o foco está na divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de abril. O mercado espera nova alta da inflação em ritmo consistente, o que pode reforçar as apostas de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve (Fed) por mais tempo.
Ademais, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent acima de US$ 105 por barril e o WTI ultrapassando US$ 100, refletindo a continuidade das tensões no Oriente Médio.
O presidente Donald Trump classificou o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã como “incrivelmente frágil” após rejeitar uma contraproposta iraniana para encerrar o conflito. Entre as exigências apresentadas por Teerã estão reparações de guerra, soberania plena sobre o Estreito de Ormuz, liberação de ativos iranianos congelados e suspensão das sanções econômicas.