Às 9h24 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o dólar comercial operava em alta moderada de 0,51%, cotado a R$ 5,0760, porém com perda acumulada de 0,59% na parcial da semana. Ontem (22), câmbio fechou o dia em leve baixa de 0,41%, a R$ 5,0500.

DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – registrava alta de 0,28%.

Nesta manhã, as atenções se voltam ao Oriente Médio, após uma sequência de 12 noites consecutivas de ataques dos Estados Unidos ao Irã. O conflito resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, importante rota comercial para diversos mercados internacionais, em especial o de petróleo.

Após a escalada de tensões, o preço global do petróleo voltou a disparar, com o tipo Brent voltando a se aproximar dos US$ 100 por barril. A alta do combustível fóssil também beneficia as cotações da Petrobras, os contratos da empresa emendaram quatro pregões de ganhos, subindo ao maior valor desde 27 de maio.

Nos mercados internacionais, os investidores monitoram a temporada de balanços ao redor do mundo. Grandes companhias iniciam a divulgação de seus resultados, como as multinacionais Nestlé e Carrefour.

No âmbito doméstico, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou ontem que o governo não descarta utilizar a Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelos EUA aos produtos brasileiros.

Mas, apesar da conjectura, Alckmin descartou que Brasília busca uma “retaliação” e que na verdade o governo nacional busca negociar com a gestão de Donald Trump.

No mercado corporativo, após a reunião que elegeu Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira – conhecido como Ollie – como novo presidente do conselho da Vale, a mineradora anunciou o afastamento do conselheiro Marcelo Gasparino da Silva após uma investigação confirmar o vazamento de informações confidenciais da companhia.