Às 9h14 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o dólar comercial registrava leve alta de 0,40%, cotado a R$ 5,000.
Na véspera (27), o câmbio cedeu 0,34%, cotado a R$ 4,9800.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – avançava 0,27%.
Nesta manhã, os agentes do mercado repercutem a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Segundo o IBGE, o indicador avançou 0,89% em abril e ficou 0,45 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, de 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
O resultado abaixo do esperado pelo mercado tende a favorecer a visão do Copom para que adote uma postura mais a favor de reduzir a pressão dos juros.
A reunião do Banco Central do (BC) tem início nesta terça-feira, com decisão prevista para quarta (29). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) também inicia hoje seu encontro, com expectativa de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
No viés político, o novo levantamento da AtlasIntel mostra um equilíbrio na disputa eleitoral envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Romeu Zema, com o atual chefe do Executivo empatando no segundo turno com ambos os concorrentes.
No cenário internacional, as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanço, com o Estreito de Ormuz ainda paralisado. A proposta iraniana de paz não foi bem recebida pelo presidente Donald Trump, mantendo a incerteza no mercado.
Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir, com o WTI acima de US$ 100 por barril e o Brent superando US$ 110, elevando preocupações inflacionárias globais.
Em Wall Street, o mercado acompanha a divulgação dos resultados das chamadas “Sete Magníficas”, com balanços de empresas como Alphabet, Amazon, Meta Platforms, Microsoft e Apple previstos ao longo da semana.