Às 9h10 (horário de Brasília) desta quarta-feira (8), o dólar comercial registrava forte baixa de 1,36%, cotado a R$ 5,0800, o menor valor desde maio de 2024, e com desvalorização parcial na semana de 1,47%.
Na véspera (7), o câmbio subiu 0,12%, a R$ 5,1500.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – recuava 0,86%.
Trégua no Oriente Médio impulsiona otimismo
Nesta manhã, o principal fator por trás do movimento de queda do câmbio é o acordo de cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, que reduziu a percepção de risco global.
Com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa de normalização do fluxo de petróleo, os preços da commodity energética recuaram para abaixo de US$ 100 por barril, aliviando preocupações inflacionárias.
As negociações para um acordo definitivo devem começar em 10 de abril, em Islamabad, no Paquistão, país que mediou a trégua inicial.
Ainda no cenário externo, o mercado aguarda a divulgação da ata do Fomc, do Federal Reserve (Fed), prevista para as 15h, que pode trazer novos sinais sobre a condução da política monetária nos EUA.
Cenário doméstico acompanha política e BC
No Brasil, os investidores monitoram a participação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em sessão da CPI do Crime Organizado, relacionada ao caso do Banco Master.
Além disso, os investidores acompanham as novas pesquisas eleitorais da disputa pelo Executivo em outubro. O levantamento da Pesquisa do Meio/Ideia repetiu o cenário de empate técnico entre o atual mandatário, Lula (45,5%), com o senador Flávio Bolsonaro (45,8%).