O dólar comercial terminou essa sexta-feira (21) em moderada baixa de 0,98%, cotado a R$ 5,1420, com desvalorização acumulada de 1,44% na semana. Na mínima do dia, o câmbio caiu a R$ 5,1310; na máxima, foi a R$ 5,1810.
Neste pregão, os investidores repercutiram a conversa por telefone entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo durou 1 hora e 20 minutos e ocorreu em tom “amistoso e cordial”.
De acordo com o governo brasileiro, Lula afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para as recentes tarifas impostas a produtos do Brasil são “infundadas”. Entre os temas abordados por Washington estão desmatamento, combate à corrupção, funcionamento do Pix, mercado de etanol e supostas importações de produtos associados a trabalho forçado.
Durante a ligação, Lula também reiterou o interesse do Brasil em ampliar a cooperação com os EUA no combate ao crime organizado. Os dois presidentes ainda concordaram sobre a urgência de uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia.
No cenário político, os agentes também aguardavam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República, prevista para esta sexta-feira.
Em Wall Street, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a subir, após as medidas recentes do governo dos EUA para melhorar a liquidez no mercado de Treasuries.
Os títulos de longo prazo permanecem pressionados diante das preocupações dos investidores com a trajetória da inflação, especialmente em meio à alta dos preços do petróleo.
Com os juros dos Treasuries novamente no radar, o mercado aguarda o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, na próxima semana, durante o Simpósio de Política Econômica de Jackson Hole. Os investidores buscarão indicações sobre os próximos passos da política monetária norte-americana e a avaliação do banco central sobre a inflação.