O dólar comercial terminou essa quarta-feira (2) em moderada baixa de 0,97%, cotado a R$ 5,1070, com desvalorização na parcial da semana de 1,68%. Na mínima do dia, a moeda caiu a R$ 5,0970; na máxima, subiu a R$ 5,1680.

Neste pregão, no cenário político, uma nova pesquisa Quaest mostrou uma disputa mais apertada para o segundo turno das eleições de outubro. No levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A redução da diferença entre os candidatos foi interpretada por parte dos agentes como aumento da possibilidade de alternância de poder, movimento que contribuiu para a valorização do real nesta sessão.

Os investidores também acompanharam novos desdobramentos relacionados ao Banco Master, após a divulgação de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O episódio acrescentou volatilidade ao cenário político doméstico.

Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho frente a junho, interrompendo dois meses consecutivos de resultados negativos. No acumulado de 2026, o setor cresce 1,1%, enquanto, em 12 meses, registra alta de 0,6%.

No exterior, o mercado continuou monitorando a forte valorização do petróleo, em meio à intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Os últimos ataques elevaram as preocupações com a oferta global da commodity e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Em Wall Street, os investidores repercutiram ainda a criação de 38 mil vagas no setor privado dos EUA em agosto, segundo o ADP National Employment Report. O resultado ficou abaixo das 44 mil vagas abertas em julho e representou o ritmo mais fraco de geração de empregos desde janeiro.

Também entrou no radar a nova edição do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), que apontou crescimento econômico modesto desde o início de julho. Dos 12 distritos acompanhados pelo banco central, dez relataram expansão entre leve e moderada, enquanto dois indicaram estabilidade.

As pressões inflacionárias, porém, permaneceram presentes. Os preços aumentaram moderadamente em oito distritos, com empresas relatando custos elevados de energia, transporte e matérias-primas, além dos efeitos das tarifas. Ao mesmo tempo, a maior resistência dos consumidores a reajustes limitou o repasse integral desses custos.