O dólar comercial fechou essa quinta-feira (19) em moderada baixa de 0,51%, a R$ 5,2170, com perda acumulada na parcial da semana de 1,84%. Na mínima do dia, o câmbio foi a R$ 5,2030; na máxima, subiu para R$ 5,3140.

 

Juros globais no foco

Neste pregão, marcado por elevada volatilidade, os investidores repercutiram as decisões de política monetária anunciadas nos últimos dias.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano.

O mercado também reagiu ao comunicado do Banco da Inglaterra, que indicou a possibilidade de elevação dos juros caso necessário. A sinalização gerou apreensão inicial, posteriormente amenizada após declarações do presidente da instituição, Andrew Bailey, que afirmou que os agentes estavam se antecipando em suas apostas.

 

Geopolítica segue pressionando mercados

O cenário internacional permanece tensionado com a guerra no Oriente Médio, especialmente após novos ataques do Irã a instalações energéticas, o que voltou a impulsionar os preços do petróleo.

Por outro lado, falas do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trouxeram algum alívio aos mercados ao sugerirem que o conflito pode não se prolongar.

 

Mudança no cenário político brasileiro

No Brasil, o mercado também acompanhou a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deixou o cargo nesta quinta-feira após período à frente da pasta.

Durante sua gestão, Haddad promoveu mudanças em regras fiscais, revisou benefícios tributários e defendeu maior progressividade na tributação.

A expectativa agora é de que anuncie sua candidatura ao governo do estado de São Paulo nas próximas eleições.