Às 9h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,27%, a R$ 5,1420.

Na última sessão (5), o câmbio subiu 1,78%, cotado a R$ 5,1560, com valorização acumulada na semana de 2,32%.

O DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,19%.

Nesta manhã, os agentes do mercado ajustavam posições, após a disparada da moeda na semana passada, à medida que o cenário internacional continuava tomando o centro das atenções dos investidores.

No Oriente Médio, os preços do petróleo voltaram a subir após Israel realizar novos ataques contra alvos militares no oeste e no centro do Irã, aumentando as incertezas sobre a estabilidade do cessar-fogo negociado entre Washington e Teerã.

Apesar da escalada militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações de paz seguem em andamento.

“Ambos os lados, Israel e Irã, estão buscando um cessar-fogo imediato. As negociações finais de paz estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um acordo final seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

Também segue no radar dos investidores a perspectiva para a política monetária norte-americana. Após a divulgação do relatório oficial de empregos (payroll), que voltou a indicar um mercado de trabalho resiliente, aumentaram as especulações de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados por mais tempo ou até promover novos ajustes ao longo dos próximos meses.

No Brasil, os agentes repercutem a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central (BC).

Entre os destaques, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, marcando a 13ª semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a estimativa passou de 4,02% para 4,03%.

As projeções para a taxa Selic também foram elevadas. O mercado passou a projetar juros de 13,50% ao final de 2026, alta de 0,50 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Para 2027, a expectativa avançou de 11,25% para 11,50% ao ano.

No campo político e comercial, o governo brasileiro prepara uma videoconferência nesta semana com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, para discutir as medidas tarifárias propostas contra produtos brasileiros.

O encontro ocorre após a divulgação dos relatórios finais das investigações conduzidas pelas autoridades norte-americanas com base na Seção 301, que sugerem a adoção de tarifas adicionais de 25% e 12,5% sobre diferentes grupos de produtos exportados pelo Brasil.