Às 9h15 (horário de Brasília) desta quinta-feira (30), o dólar comercial operava em estabilidade com viés de baixa (-0,08%), cotado a R$ 5,1020, mas com ganho parcial semanal acumulado de 0,47%.
Na véspera (29), o câmbio caiu 0,25%, cotado a R$ 5,1060.
O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – cedia 0,13%.
Nesta manhã, o mercado continua repercutindo a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que manteve, na quarta-feira (29), a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão foi aprovada por 9 votos a 3, com parte dos dirigentes defendendo uma alta de 0,25 ponto percentual.
As atenções também permanecem voltadas para as declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, que evitou sinalizar a trajetória futura dos juros — estratégia conhecida como forward guidance. Em entrevista coletiva, Warsh afirmou que o banco central “não hesitará” em agir caso as pressões inflacionárias persistam, mas não detalhou quais fatores poderiam levar a novos aumentos da taxa, o que gerou interpretações divergentes entre os investidores.
No campo dos indicadores, o mercado acompanha nesta quinta-feira a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao segundo trimestre, com expectativa de crescimento de 2,3%, além dos dados do núcleo do PCE, medida de inflação preferida do Fed, e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego.
No mercado de energia, os preços do petróleo operavam em leve queda, refletindo a combinação entre as negociações envolvendo Omã e Irã sobre o futuro do Estreito de Ormuz e a escalada das tensões militares no Oriente Médio.
Segundo informações divulgadas pelos Estados Unidos, forças norte-americanas realizaram ataques contra dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, em resposta ao lançamento de mísseis balísticos iranianos contra posições militares dos EUA na região.
Entre os balanços corporativos, a Meta informou lucro líquido de US$ 15,85 bilhões no segundo trimestre de 2026, queda de 13,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo o aumento dos investimentos em inteligência artificial. Já a Microsoft registrou lucro líquido de US$ 35,77 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2026, alta de 31% na comparação anual.
No Brasil, o mercado acompanha o cenário político e a divulgação dos resultados corporativos. A Ambev reportou lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre, avanço de 24,5% sobre igual período de 2025, enquanto os números da Vale são aguardados após o fechamento do mercado.
Entre os indicadores domésticos, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 1,16% em julho, após queda de 0,50% em junho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava retração de 1,09%.
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, ante 6,1% no trimestre anterior e 5,8% no mesmo período de 2025, reforçando a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.