Às 9h14 (horário de Brasília) desta terça-feira (23), o dólar comercial anotava moderada alta de 0,62%, cotado a R$ 5,1710.

Na véspera (22), o câmbio recuou 0,50%, cotado a R$ 5,1390.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – avançava 0,30%.

Nesta manhã, os agentes repercutem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento detalhou os motivos que levaram o Banco Central (BC) a reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada, para 14,25% ao ano.

A leitura do mercado foi de um tom mais cauteloso por parte da autoridade monetária. Segundo a ata, parte dos integrantes do Comitê segue preocupada com a persistência da inflação e com o aumento das incertezas no cenário internacional.

O documento destaca que o ambiente externo permanece desafiador, influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas dúvidas em relação aos rumos da política econômica dos Estados Unidos, fatores que vêm elevando a volatilidade dos mercados e dos preços das commodities.

O Copom também reforçou que as expectativas de inflação continuam desancoradas, o que exige a manutenção de uma política monetária restritiva por um período mais prolongado. De acordo com o colegiado, quanto mais persistentes forem as projeções inflacionárias acima da meta, maior será o custo econômico para reconduzir a inflação ao objetivo estabelecido.

No exterior, os índices futuros de Wall Street operavam em queda, pressionados por uma nova rodada de realização de lucros no setor de tecnologia. O movimento é liderado por fabricantes de semicondutores e empresas ligadas à inteligência artificial, após investidores passarem a questionar a capacidade das gigantes de tecnologia de sustentar os elevados investimentos no segmento.

As ações de companhias de hiperescala, como a Alphabet, seguem no centro das atenções, diante das discussões sobre o retorno financeiro dos aportes bilionários em inteligência artificial.

Enquanto isso, os preços do petróleo permanecem em trajetória de queda, com o mercado monitorando os avanços nas negociações entre EUA e Irã, que alimentam a expectativa de normalização gradual do fluxo marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Os EUA anunciaram a suspensão temporária de sanções ao Irã por 60 dias, após as primeiras rodadas de negociação do acordo de paz em construção entre os dois países.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que continuará acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã e declarou que adotará novas medidas caso os termos do entendimento não sejam respeitados.