Às 9h08 (horário de Brasília) desta segunda-feira (15), o dólar comercial apresentava leve baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,0420.

No último pregão (12), o câmbio recuou 0,82%, cotado a R$ 5,0580, com perda acumulada de 1,90% na semana.

DXY – índice que compara a força do dólar com as principais moedas globais – recuava 0,27%.

Nesta manhã, os investidores repercutem os avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações divulgadas pelo governo do Paquistão, que atua como mediador do conflito, um acordo formal deverá ser assinado na próxima sexta-feira (19), na Suíça. Questões relacionadas ao programa nuclear iraniano devem ser tratadas em uma etapa posterior das negociações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que um entendimento foi alcançado e anunciou o fim do bloqueio naval norte-americano no Estreito de Ormuz.

“Parabéns a todos! Por meio deste, autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu Trump em suas redes sociais.

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, confirmou a existência do acordo, mas ressaltou que sua implementação só deverá ocorrer após a assinatura oficial. Segundo ele, a expectativa é de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em até 30 dias e que um acordo definitivo seja concluído em até 60 dias.

A perspectiva de normalização do fluxo marítimo na principal rota global de transporte de petróleo provocou forte queda dos preços da commodity nos mercados internacionais.

Além de aliviar preocupações com o abastecimento energético, o recuo do petróleo reduz parte das pressões inflacionárias globais, fator observado pelos investidores às vésperas das decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) marcadas para esta quarta-feira (17).

No cenário doméstico, o mercado também avalia a nova edição do Boletim Focus, divulgada pelo BC.

Entre os destaques, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 foi elevada de 5,11% para 5,30%, marcando a 14ª semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a estimativa avançou de 4,03% para 4,10%.

As expectativas para a taxa Selic também foram revisadas. O mercado passou a projetar juros de 13,75% ao final de 2026, alta de 0,25 ponto percentual em relação à semana anterior. Para 2027, a previsão subiu de 11,50% para 12,00% ao ano.