Às 9h04 (horário de Brasília) desta quinta-feira (20), o dólar comercial registrava leve alta de 0,33%, cotado a R$ 5,1920, mas com desvalorização na parcial da semana de 0,46%.

Na véspera (19), o câmbio cedeu 0,86%, cotado a R$ 5,1750.

O DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava estabilidade com viés de alta.

Nesta manhã, o mercado segue repercutindo a decisão do governo dos Estados Unidos de ampliar as recompras de títulos do Tesouro de longo prazo. A medida anunciada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, elevou de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o limite das operações de recompra, em uma tentativa de melhorar a liquidez e conter a alta dos juros de longo prazo.

O movimento ocorreu após o rendimento do Treasury de 30 anos atingir cerca de 5,34%, maior nível em 19 anos.

Embora o montante das recompras seja pequeno, analistas avaliam que a iniciativa sinaliza maior atenção do governo norte-americano à elevação dos custos de financiamento. Os juros elevados dos títulos de longo prazo têm pressionado, entre outros segmentos, as taxas de hipotecas nos EUA.

A medida também aumentou o debate entre os investidores sobre a influência das ações do Tesouro e da política monetária do Federal Reserve (Fed) sobre as condições financeiras do país.

Mais tarde, os agentes aguardam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, indicador acompanhado pelo mercado para avaliar a situação do mercado de trabalho norte-americano.

 Ainda no exterior, os preços do petróleo avançavam mais de 2%, sustentados pelas preocupações de que a continuidade do conflito com o Irã provoque novas interrupções no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz.

As tensões aumentaram após os Emirados Árabes Unidos suspenderem todas as transações financeiras e econômicas com o Irã até novo aviso. Na quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, também alertou para consequências econômicas contra países que prestarem auxílio ao governo iraniano.

No Brasil, diante de uma agenda de indicadores mais esvaziada, os investidores acompanham principalmente as movimentações dos cenários econômico, fiscal e eleitoral.