Às 9h04 (horário de Brasília) desta terça-feira (25), o dólar comercial registrava leve alta de 0,10%, cotado a R$ 5,1550.
Na véspera (24), o câmbio subiu 0,16%, cotado a R$ 5,1500.
Nesta manhã, os agentes do mercado repercutem a expectativa de uma reunião entre representantes do Brasil e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana, para discutir as tarifas aplicadas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.
O encontro deverá reunir o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A reunião ocorre após a conversa por telefone entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, na última sexta-feira (21).
No cenário fiscal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na segunda-feira que o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 está bem encaminhado dentro do governo. Segundo ele, o salário mínimo para o próximo ano foi definido em R$ 1.741, considerando os reajustes previstos na legislação.
Entre os indicadores domésticos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo FGV IBRE, recuou 3,6 pontos em agosto, para 84,7 pontos, menor nível desde novembro de 2022, quando estava em 83,5 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador caiu 1,4 ponto, para 87,2 pontos.
Nos EUA, os investidores aguardam a divulgação dos resultados da Nvidia e do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), ambos previstos para quarta-feira (26).
As atenções também se voltam para o simpósio anual do Federal Reserve (Fed) em Jackson Hole, Wyoming. O presidente da instituição, Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira (28), em um momento de atenção redobrada aos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano de longo prazo.
No cenário geopolítico, o mercado acompanha os novos desdobramentos do conflito entre EUA e Irã, após Washington prometer ampliar as sanções econômicas contra Teerã. O governo iraniano prometeu retaliar e afirmou confiar que seus principais parceiros comerciais resistirão à campanha de pressão de Washington.