Às 9h09 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o dólar comercial operava em leve baixa de 0,38%, cotado a R$ 4,9640, com perda na parcial da semana de 0,38%.
Na véspera (22), o câmbio fechou em estabilidade com viés de alta (+0,02%), cotado a R$ 4,9730.
Já o DXY – índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais – apresentava viés altista (+0,05%).
Nesta manhã, o mercado segue de olho no risco geopolítico na região do Oriente Médio, com apreensão de que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã possa não durar.
A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após a Guarda Revolucionária iraniana apreender duas embarcações e realizar disparos contra um terceiro navio. Paralelamente, a Marinha dos EUA afirmou ter forçado 27 navios a recuar na região.
Diante da escalada das tensões, os preços do petróleo avançaram no mercado internacional, com o tipo Brent superando a marca de US$ 100 por barril, reforçando temores de pressão inflacionária global.
Ainda no cenário internacional, os investidores acompanham a divulgação dos índices preliminares de gerentes de compras (PMI) dos EUA, bem como os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego norte-americanos.
No Brasil, sem indicadores econômicos relevantes no dia, o foco se volta para a política.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto agora segue para uma comissão especial, a ser instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, onde o mérito da proposta será debatido.
Os investidores também monitoram os desdobramentos do chamado “caso Master”, além do impasse diplomático entre Brasil e EUA envolvendo a prisão de Alexandre Ramagem.