Às 9h15 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), o dólar comercial registrava leve alta de 0,10%, cotado a R$ 5,1470. Na sexta-feira (21), o câmbio caiu 0,98%, a R$ 5,1420, fechando a semana com desvalorização acumulada de 1,44%.

Nesta manhã, as atenções dos investidores estão sobre o cenário eleitoral, após a realização, na véspera (23), do primeiro debate presidencial sem a presença de Lula e Flávio Bolsonaro, que estão liderando as pesquisas.

O Datafolha divulgou na última sexta-feira uma nova pesquisa de intenção de voto, a qual aponta Lula com 39% no primeiro turno, contra 33% de Flávio. Essa foi a primeira pesquisa Datafolha depois do registro das candidaturas e considera um cenário sem Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura ainda será julgada pela Justiça Eleitoral.

Na agenda econômica, o Banco Central (BC) divulgou mais cedo uma nova edição do Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro coletadas até a última sexta-feira.

A mediana das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 se manteve em 5,02%, enquanto a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 1,98% para 1,95%.

O mercado manteve a estimativa para a cotação do dólar ao final de 2026 em R$ 5,20, assim como as projeções para a taxa básica de juros ao final deste e do próximo em 13,75% e 12,00% ao ano, nesta ordem.

No exterior, em dia marcado pela ausência de novos indicadores nos Estados Unidos, o foco recai sobre o conflito no Oriente Médio. Espera-se que a Casa Branca anuncie um novo pacote de sanções contra o Irã, que ameaçou, mais cedo, os países que aderirem à pressão econômica do governo norte-americano.

No radar, a relação entre Brasil e EUA após a conversa por telefone de 1 hora e 20 minutos realizada na última sexta-feira entre os presidentes dos dois países, Lula e Donald Trump.