dólar comercial fechou essa terça-feira (14) em estabilidade com viés de baixa (-0,08%), a R$ 4,9910. Na mínima do dia, o câmbio caiu para R$ 4,9700; na máxima, subiu para R$ 4,9930.

Neste pregão, o mercado repercutiu ao sentimento de melhora do apetite global por risco diante da perspectiva de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Segundo reportagem da Reuters, representantes dos dois países podem retornar a Islamabad, no Paquistão, ainda nesta semana para novas rodadas de diálogo. Além disso, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que os esforços diplomáticos seguem em andamento.

No front regional, representantes de Líbano e Israel também se reuniram para discutir uma possível trégua no conflito envolvendo o Hezbollah.

Também contribuiu para o movimento a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de março nos EUA. Apesar da alta de 0,5% no índice cheio, o núcleo operacional desacelerou para 0,2%, após dois meses seguidos em 0,5%, leitura considerada mais benigna pelo mercado.

Segundo a DA Economics, a pressão inflacionária ficou concentrada no segmento de energia, enquanto serviços mostraram estabilidade.

No cenário doméstico, o IBGE informou que o volume de serviços no Brasil cresceu 0,1% em fevereiro, abaixo da expectativa de 0,3%.

Na comparação anual, a alta foi de 0,5%, desacelerando frente aos 3,3% registrados em janeiro.

Apesar disso, o setor permanece 20% acima do nível pré-pandemia e empatado com o recorde histórico da série.

No campo político, investidores acompanharam a repercussão em torno do relatório final da CPI do Crime Organizado, que pede o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR).

A votação do parecer foi adiada para o final do dia de hoje, após articulações do governo para alterar a composição do colegiado, reduzindo as chances de aprovação do documento.